Montando seu primeiro deck de Disney Lorcana
Já sabe jogar e quer sair do deck pronto? Este guia mostra, na prática, como montar um baralho de 60 cartas equilibrado: cores, curva, proporções e os arquétipos clássicos.
Depois de jogar algumas partidas com um deck pronto, o próximo passo natural é montar o seu. A boa notícia: Lorcana é bem amigável para quem está começando a construir baralhos. A ruim (só um pouquinho): um deck equilibrado exige atenção a algumas coisas. Vamos por partes.
As regras, de novo (curtinho)
- 60 cartas no mínimo (jogue exatamente 60, mais que isso só dilui o deck).
- No máximo 4 cópias de cada carta.
- No máximo 2 tintas (cores) no deck inteiro.
Passo 1: escolha suas duas cores
Essa é a decisão mais importante. Cada dupla de cores tem um “jeito” de jogar. Se você ainda não tem uma favorita, leia o guia das 6 tintas e escolha uma combinação que soe divertida para você. Uma regra prática: junte uma cor que “faz o plano acontecer” com uma que “resolve problemas”, por exemplo, uma cor que gera lore junto de uma que remove ameaças.
Passo 2: defina o arquétipo
A maioria dos decks cai em um destes três grandes estilos:
- Agressivo (Aggro): personagens baratos e rápidos, foco em ganhar lore cedo e fechar o jogo antes do oponente se organizar. Curva baixa, pouca gordura.
- Midrange: o equilíbrio. Personagens de custo médio, eficientes, que trocam bem no desafio e sustentam o lore ao longo do jogo. É o arquétipo mais amigável para aprender a construir.
- Controle (Control): segura o jogo removendo as ameaças do oponente, ganha vantagem de cartas e fecha com peças poderosas no fim. Curva mais alta, mais remoção e compra.
Para o primeiro deck, midrange costuma ser o mais tolerante a erros.
Passo 3: equilibre a curva de custo
“Curva” é a distribuição de custos das suas cartas. Você quer ter o que jogar em todos os turnos, não só cartas caras. Um ponto de partida saudável para midrange:
| Custo | Quantidade aproximada |
|---|---|
| 1 a 2 | 12 a 16 cartas |
| 3 a 4 | 18 a 22 cartas |
| 5 a 6 | 10 a 14 cartas |
| 7+ | 4 a 8 cartas |
Não precisa ser exato, o importante é não empilhar tudo em custos altos (você trava nos primeiros turnos) nem só em custos baixos (você fica sem gás no fim).
Passo 4: defina as proporções de tipos
Uma divisão confortável para começar:
- Personagens: ~40 a 44. São o coração do deck, quem vai para missão e desafia. Nunca faltem personagens.
- Ações e músicas: ~8 a 12. Remoção, compra de cartas, efeitos pontuais. As músicas ganham desconto se você tiver Cantores.
- Itens e locais: ~4 a 8. Opcionais, mas ótimos para motores de recurso e lore passivo.
Passo 5: inclua remoção e compra
Dois tipos de carta que quase todo deck quer:
- Remoção: um jeito de tirar os personagens do oponente do caminho (por desafio, dano direto ou efeito). Sem isso, você fica refém das ameaças adversárias.
- Compra de cartas / vantagem: cartas que repõem sua mão para você não “secar”. Ficar sem cartas é uma das formas de perder.
Passo 6: pense no tinteiro
Lembre que você sacrifica uma carta por turno para virar tinta. Isso significa que ter cartas intináveis (com o símbolo de tinteiro na borda) espalhadas pela curva é importante, se todas as suas cartas boas forem “não intináveis”, você não terá o que colocar no tinteiro sem descartar algo útil. Uma proporção alta de cartas intináveis deixa o deck mais consistente.
Montando na prática, na Lorcaninha
Você pode explorar as cartas por cor, tipo, raridade e custo na busca de cartas e nas páginas de coleção, use os filtros para achar, por exemplo, “personagens de Rubi de custo 2” e ir montando sua lista. Cada carta tem uma explicação do que faz e dicas de combos.
Comece copiando algo que funciona: pegar uma lista pronta de um deck popular e ir adaptando é a forma mais rápida de aprender a construir. Depois que entender por que cada carta está ali, você começa a fazer suas próprias trocas, e é aí que o Lorcana fica realmente seu.







